A nova fase da Sweet Craft {e um pouco dos novos produtos também}

Oi Gente!

Como sempre, ando escrevendo muito pouco por aqui… a julgar que meu último post (antes desse, claro) foi na metade de 2015… os motivos disso são os mesmos de sempre: muuuuito trabalho e eu sou uma só. Por isso o blog acaba ficando de lado… mas ainda tenho esperanças de voltar a blogar como antigamente, com ao menos 3 posts por semana (sonho!).

Quem me acompanha no facebook e instagram sabe que em 2015 (em especial no segundo semestre) eu dei uma “surtada” com meu trabalho. Vê-se bem pelo post anterior a este. Eu sentia que precisava de um tempo, já que de uma forma geral, eu estava descontente com uma série de coisas. Então em dezembro de 2015, após ter encerrado as atividades do ano, parei pra refletir a respeito. E, depois de constatar que eu estava enfrentando alguns problemas (uns graves, outros nem tanto), decidi que precisava de uma mudança.
Jamais pensei em deixar de trabalhar por conta ou com artesanato, que é o que eu amo de paixão. Mas eu estava numa ansia de fazer coisas novas e o fato de estar SEMPRE sobrecarregada me impedia de fazer isso. E quem faz tricô vai entender exatamente o que eu direi aqui: é praticamente impossível contratar alguém pra te ajudar na produção, uma vez que cada pessoa tricota de uma maneira e mesmo que sigam uma receita, no final, teremos dois resultados diferentes.

Uma coisa: eu sempre tive paixão por toys… bichinhos e bonequinhas sempre roubaram meu coração, principalmente se estes forem de pano. Eu já havia feito inúmeros cursos a respeito, aprendi a costurar anos atrás principalmente por causa disso, comprei máquina de costura, tecidos e tudo mais… porém, era uma coisa que eu sempre acabava deixando de lado por causa da famosa “falta de tempo”.

Foi aí que eu tive um estalo: porque não mudar completamente o foco do meu trabalho? Porque não dar uma chance pra essa minha vontade, essa minha paixão, que é fazer bichinhos e bonecos de tecido? E foi isso que eu fiz.

Trabalhei um mês e meio com a loja virtual fechada, apenas criando moldes e fazendo as peças piloto que dariam início a esta nova fase. Posso dizer que “ampliei” o público alvo da minha loja, já que agora tenho produtos voltados à maternidade, bebê, criança e também para adultos que gostam de toys artesanais (como eu).
Mesmo mudando o foco, continuo trabalhando com artesanato e com o lúdico, os dois pilares do meu trabalho e que refletem aquilo que eu gosto e sou.

E uns dias atrás, mais precisamente dia 11/02/2016, a loja virtual reabriu com os produtinhos novos. Vamos conhecê-los?

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Naninhas:

naninhas

naninha coruja

As Naninhas são travesseirinhos para bebês ou crianças que gostam de dormir agarradinho a um bichinho fofinho. Elas são chamadas de “objetos transicionais” e sua função é acompanhar o bebê/criança dando suporte emocional, especialmente quando estão longe dos pais. A naninha também está associada à rotina de dormir.

O bacana é que esse modelo de naninha é composta de duas partes separadas: o travesseirinho interno e a capinha dele (ou fronha) que tem a temática de um bichinho. Esse modelo facilita a higienização da peça, já que a fronha pode ser retirada do travesseiro para lavagem.

Nossas naninhas são Unissex, todas podem ser adaptadas para menino ou menina, mudando apenas cores e estampas de acordo com o gosto do cliente.

Você escontra todos os nossos modelos de naninhas e informações para compra AQUI!

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Quadro Bastidor Maternidade:

Quadro Bastidor Maternidade 01

Esses quadrinhos em bastidor podem ser usados de diversas formas: Na porta da maternidade, na porta do quartinho do bebê ou então no interior do quartinho, para decoração.

Quadro Bastidor Maternidade 02

Os quadrinhos em bastidor são personalizados com o nome do bebê, em botões forrados de tecido com as letrinhas do nome.

Assim como as naninhas, os temas dos quadrinhos em bastidor também são unissex, e podem ser adaptados para menino ou menina, com as cores e estampas que o cliente desejar.

Quadro Bastidor Maternidade 03

Você encontra todos os nossos modelos de quadro bastidor maternidade e informações para compra AQUI!

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Baleias:

Baleias

Que criança não ia gostar de brincar com essas baleias fofinhas?
As baleias de tecido podem ser ótimos brinquedos para os pequenos, mas elas também podem ser usadas como decoração. Muitos adultos ficam fascinados por elas <3 São feitas em 2 tamanhos, P e G. Nossas baleias estão a venda AQUI!

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Chubby, a Boneca:

Chubbies 01

Chubby é uma boneca de pano fofinha e bochechuda que pode tanto agradar crianças (como um brinquedo) ou adultos (como decoração… ou como brinquedo também né, porque não? Se você for como eu, certamente brincará com ela!).
Temos 6 opçoes diferentes para as cores de cabelos da Chubby, mas podemos estudar a possibildade de novas cores a pedidos.

Ela é uma boneca da linha Tilda, que não foi nomeada, justamente para que cada artesão que a fizesse, pude-se nomeá-la. Nós batizamos a nossa de “Chubby”, que quer dizer “bochechuda”.

A Chubby acompanha um set de roupinhas: um mini vestido, um bloomer (shortinho) e uma tiara. Os mesmos podem ser feitos nas cores e estampas que desejar. E o bacana é que todos esses itens podem ser removidos da boneca, possibilitando um brincar mais divertido e também a confecção de novas roupinhas para a ela. Basta soltar a imaginação!

Chubbies 02

Você encontra a Chubby a venda AQUI!

E aí, gostaram das novidades?
Todos os produtos são feitos sob encomenda (consulte prazo de produção nas páginas dos produtos na loja), e personalizados conforme o gosto do cliente.

Ainda tem um mundo de ideias aqui dentro da minha cabeça e, aos poucos, vamos adicionando novos produtos à lojinha.
Não deixem de nos visitar! www.sweetcraft.com.br

Um beijo,
Rê =D

16
fevereiro
2016

Encomendas de itens de boneca ~ Por que não trabalho mais com elas?

Oi Gente!

Antes de mais nada, devo avisar que este post será longo.

Como vocês sabem, trabalho confeccionando itens para bonecas {roupinhas e acessórios em tricot e crochet, itens para dollhouse, etc} a quase 6 anos e a + ou – 4 anos parei de trabalhar com encomenda dos mesmos e passei a vender esses produtos somente através da loja {www.sweetcraft.com.br}, no sistema de produção e venda – ou então como pre-order {como no caso dos blusões de bichinho}.

E mesmo fazendo tanto tempo que não trabalho mais com encomenda desses itens ainda recebo muitas perguntas a respeito, na maioria, algo como “Oi Renata, você não faz esse blusão de boneca por encomenda?” ou “Renata, gostaria de encomendar esse blusãozinho de boneca“. Sempre respondo educadamente que não trabalho desta forma e tento explicar o por quê. A maioria do pessoal entende numa boa, mas existe uma parcela que me xinga por causa disso, a-c-r-e-d-i-t-e.
Vale dizer que não fico brava, chateada ou coisa parecida quando alguém me pergunta a respeito, por favor, não me entendam mal. Mas confesso que fico fula da vida quando alguém se sente no direito de me xingar após receber uma negativa.

Então hoje eu estava pensando a respeito disso e percebi que nunca havia dado uma explicação pública sobre por que parei de fazer encomendas de roupinhas e itens de boneca. Apesar de já ter respondido publicamente alguns questionamentos, acho que nunca consegui ser bastante clara com meus clientes acerca dessa decisão. Daí o motivo desse post.

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~> Então Renata, por que você não aceita encomendas de itens de boneca?

Por vários motivos. Mas vou tentar explicar todos, ok? E não, não estão ordenados por importância. Todos os motivos são importantes e pesaram na minha decisão.

1) Repetitividade.
Sabe quando você cria algo legal, faz uma peça piloto e então publica uma foto? E então aquilo que você mais queria acontece, todo mundo adorou e quer? Isso é ótimo e eu me sinto super valorizada quando acontece, de verdade! Mas quando você tá no barco das encomendas, você recebe uma enxurrada de pedidos iguais. E quando eu falo iguais, são iguais em modelo, cor e detalhes. Mesmo que você sugira, as pessoas tendem a dizer “mas eu gostei mais daquele que você postou primeiro”. E aí você acaba com uma lista de 20, 30 peças iguaizinhas pra fazer… o que se torna super maçante.

2) Cobranças.
Ok, você é artesão, faz produtos MANUAIS, coisas que não ficam prontas em 1 dia. A maioria entende isso, mas, sempre tem os fulaninhos que não. Então vou contar uma historinha para ilustrar:
Fulaninho pede para entrar na lista de encomendas, você aceita e avisa que ele é o número 25 da lista. Mesmo assim, Fulaninho te pede uma “previsão de quando lhe atenderá”, sendo que o tempo de encomenda de cada cliente é único, vide quantidade de peças pedidas. Até aí tudo bem, você explica que talvez – TALVEZ – será em tal data, mas que podem acontecer coisas que façam demorar mais (tipo, você ficar doente, faltar material e outros imprevistos da vida), coisa que parece que esta pessoa entendeu. Porém Fulaninho irá lhe atormentar por semanas, perguntando se já vai chegar a sua vez (apesar de você manter sua lista de encomendas atualizada e pública, podendo ser consultada a qualquer momento por qualquer pessoa). E então finalmente chegou a vez do Fulaninho. Fulaninho pede se “por acaso” você pode fazer 15 peças diversas a mais na encomenda dele “para aproveitar o frete”. Você aceita, mas avisa que irá demorar mais. Mesmo assim essa pessoa te atormenta diariamente querendo saber todo o passo a passo da encomenda, que você já quase responde iniciando com “querido diário…”. No tempo da encomenda, Fulaninho já mudou de ideia umas 20 vezes sobre a cor, comprimento e modelo de suas peças. E quando você termina a encomenda do Fulaninho, sente-se cansado como se estivesse há 5 anos sem férias.
Felizmente a maioria das pessoas que atendi na época das encomendas não era assim, mas peguei uma parcela que me tirou do sério. Infelizmente existem pessoas que acham que porque você assumiu o compromisso de fazer algo por encomenda, você não tem o direito de fazer nada na vida enquanto não quitar tudo. Você não tem o direito de viajar no final de semana, de tirar férias, de dedicar um dia para a família, de passear com seu cachorro, de ir na academia, de adoecer, de ter problemas como todo mundo tem e precisar de um tempinho para resolvê-los. Porque quando você faz isso no meio de uma lista de encomendas, sempre tem um “Fulaninho” pra te apontar e dizer “olha lá, a Renata tá passeando e se divertindo, mas nada da minha encomenda”. Se você acha isso um exagero, é porque você é normal e nunca pressionaria alguém dessa forma. Mas posso te garantir, esses fulaninhos existem!
Ah, só um PS nessa história: Quando eu trabalhava por encomenda, a pessoa só me pagava quando a encomenda estava pronta.

3) Calotes.
Quem aí faz encomenda de itens de boneca e NUNCA levou um calote? Querido, você é um felizardo! Porque quase todo mundo que eu conheço já levou.
Tipo assim: toda a história do fulaninho acima + um plus de que quando você TERMINOU a encomenda dele, a criatura some do mapa! hahahaha. Aí você se vê com 30 peças prontas e super exclusivas, todas do gosto excêntrico do fulaninho e sem 1 dilma no bolso por elas. Alguns dirão “ah, mas bota pra vender que sempre tem quem queira” – não é bem assim. Você até vende umas 5 peças instantaneamente, mas o resto vai ficando e sendo vendido aos pingos – isso quando é vendido… por quê às vezes você “embucha” aquelas peças e depois é obrigado a vender pela metade do preço pra não ficar num preju total. E gente, não tenho dedos suficientes pra contar quantas vezes eu passei por isso. SIM, é triste.

4) Falta de Liberdade.
Um pouco disso já expliquei na parte de cobranças – de você não ter o direito de fazer outras coisas que não as encomendas. E aqui também entra aquela falta de liberdade para criar. Você não tem TEMPO de criar coisas novas, pois a lista de encomendas está enorme. E se resolve ligar o “foda-se” e tirar um dia pra isso, fulaninhos de plantão reclamarão nos seus ouvidos.
Eu sempre tive uma mente muito inquieta, às vezes estou fazendo uma coisa e já estou pensando em outra. Quando chegavam datas comemorativas, como Natal, eu não podia parar tudo pra criar uma coleção Natalina, por exemplo. E, mesmo hoje, que não faço mais encomenda, ainda sinto falta de ter MAIS tempo para conseguir fazer minhas ideias saírem do papel. “More ideas than time”, unfortunatelly.

5) Salário imprevisível e “quebra de previsão de caixa”.
Tá, qualquer pessoa que trabalhe por conta própria tem um salário imprevisível inicialmente, mas no caso da encomenda é muito mais imprevisível. Como eu disse ali em cima, eu recebia somente quando a encomenda estava pronta. Se a pessoa da vez começava a pedir muitas peças, eu levaria o mês todinho numa única encomenda e muitas vezes não recebia a tempo de pagar as minhas contas, já que essas, bem sabemos, não esperam. Aqui também entra a questão dos calotes, de você trabalhar semanas e não receber, a pessoa que encomendou simplesmente sumir da face do universo. Ou quando eu terminava as encomendas no final do mês e as pessoas me diziam que só poderiam me pagar depois do dia 05 do próximo mês, que é quando receberiam, sendo que eu tinha contas que venciam antes disso para pagar. Muitas vezes, quando eu podia segurar, falava que tudo bem, que esperava. Mas quando eu dizia que não podia esperar, ficava mal vista por aquela pessoa, “por que eram só uns dias”, “o que custava esperar”… E olha, não era que eu não entendia o lado da pessoa, eu entendia sim. Mas alguém entendia o meu?

6) Pedidos de cópias.
Gente, se tem algo que eu acho FEIO demais é alguém copiar trabalho de um artesão. As vezes são artesões copiando artesões (piorou!). E nessa questão de cópia tem gente que confunde tudo e generaliza as coisas… Exemplo fictício (com essência real): alguém inventou uma touca de urso para boneca. NÃO significa que ninguém mais poderá fazer touca de urso. Podem existir várias toucas de urso e olha, DEVE existir – diversidade de um mesmo tipo de produto é sempre bom! O feio é a pessoa COPIAR. E quando eu falo copiar é tentar reproduzir a mesma carinha do ursinho e características daquela peça, sem tirar nem pôr. Isso é MUITO chato e infelizmente aqui no BR são poucas as pessoas que entendem o que é obra intelectual, a maioria chega falando “ai, mas é só uma touca” ou o velho “tem lugar pra todo mundo”. Claro que tem lugar pra todos! Pode fazer sua touca de ursinho. Mas INVENTE a sua! Faça com uma carinha diferente, acrescente outras características. A inspiração é livre e não deve ser confundida com plágio.
Muitas vezes essa cópia acontece por conta de pedido de um cliente. Você tem lista de encomendas e aí um cliente seu te envia foto do trabalho de outra pessoa e pede pra você “fazer igual”. As vezes quem pede nem sabe o mal que está fazendo. As vezes ela simplesmente não pode pagar o que o artesão que fez a peça original pede, ou o artesão que faz o original não trabalha por encomenda (tipo eu) e a pessoa não consegue a peça facilmente, ou insira aqui um motivo qualquer. Mesmo assim, nada disso pra mim é desculpa, sorry. Eu já recebi (e recebo até hoje!!!) pedidos de cópias de outros produtos. A resposta? Não faço. Adivinha quem ficou de ruim na história?
Já passei por isso (de ter um produto de minha autoria copiado descaradamente) e olha, não é nada legal. Ainda mais que eu sou uma empresa de 1 pessoa só, então não tenho produção massificada e adivinhem? Isso é o meu ganha-pão, é o que me sustenta e paga as minhas contas.

7) Não conseguir um bom planejamento de compra de material.
Você até TENTA. Mas não rola. Por quê? Por que no dia do pedido a pessoa te pede 5 peças e até chegar a vez dela ela já pediu pra incluir mais 5 e trocou a cor de outras 3. Aí você comprou o material pro pedido mas quando chegou na hora de fazer, faltou alguma coisa, por conta de tantas mudanças. Sem contar que você acaba com material desnecessário e aí reza para que alguém faça pedido de determinada cor, pra você poder usar o que já comprou (geralmente isso NÃO acontece! haha). Se você trabalha com material importado, como eu, a coisa piora ainda mais: a cada pedido de material são 3 meses de espera pra chegar aqui. Se faltar na hora H, ferrou!

8) Instabilidade emocional.
Você soma os 7 anteriores e me diz, como ser uma pessoa bem equilibrada com tanto pepino pra lidar?

~> Ah Renata, mas porque você não cria uma metodologia para as encomendas? Aí seria tranquilo!

Não existe metodologia que agrade todo mundo. Tentei várias e olha, sempre dava problema. Até que um dia eu parei e pensei: Peraí, esse é MEU trabalho! Saí de um trabalho dentro de um escritório porque eu queria ter liberdade para trabalhar, queria fazer o que eu gosto e queria mandar no meu negócio. Mas se isso estava na época, me causando desgosto, não deveria então encontrar uma metodologia de trabalho que ME agradasse? E então encontrei! NÃO ACEITAR MAIS ENCOMENDAS.
E assim, passei a ter a liberdade que eu tanto desejei.

~>Mas Renata, como você trabalha hoje então?

Tenho uma loja! Não conhece? Aqui —-> www.sweetcraft.com.br
Quando tenho uma ideia, sento, rabisco, faço uma peça piloto. Depois, apresento ela “pro mundo” via intagram, facebook, flickr… vejo se teve aceitação do meu público ou não. Se não teve, fica em stand by. Se teve, inicio produção. Faço um tanto de peças, anuncio data e horário do update através das redes sociais para que todos saibam e tenham oportunidade de comprar. Uma vez na loja, as peças são vendidas àqueles que concluírem a compra primeiro, o que significa recebimento imediato das compras feitas com cartão de crédito (uma facilidade que a loja possibilitou!). Aqueles que optaram por depósito bancário ganham um descontinho que é calculado automaticamente no fechamento do pedido e os mesmos têm até 3 dias úteis para efetivar o pagamento, do contrário o pedido é cancelado. Opções de frete e cálculos dos mesmos são feitos automaticamente na loja. A própria plataforma do Iluria cria uma database com lista de clientes, endereços, pedidos, etc., automaticamente. Antes eu tinha que fazer tuuuuuuudo isso manualmente. Esse método me poupou tempo e trabalho desnecessário, além de me proporcionar bem-estar, estabilidade financeira e tranquilidade.
A Sweet Craft hoje é uma loja que vende produtos diversos, não só para boneca. Outra coisa que a vida fora das encomendas me possibilitou.
Os clientes hoje podem acompanhar suas compras pelo sistema da loja, principalmente quando compram produtos vendidos em pre-order (que ainda estão sendo confeccionados), pois através do painel da loja os mesmos podem consultar o andamento e saber quando o pedido foi enviado. Além disso, quem compra, sabe que está adquirindo uma peça bem trabalhada e feita com carinho e cuidado, sem a pressa que muitas vezes uma encomenda exige.

~>Renata, então você nunca mais fará encomendas?

Não digo que nunca. “Nunca diga nunca” hehe. Talvez algum dia, em algum produto específico que exija isso, mas certamente faria de uma maneira muito diferente do modelo anterior. Mas, sinceramente, hoje em dia, não sinto a menor vontade de voltar pro caos de 4 anos atrás.

Espero ter esclarecido as dúvidas =)

Beijo =D

29
junho
2015

Colorindo: Casinha na árvore

Oi gente =)

Essa casinha na árvore é um desenho do livro Jardim Secreto da autora Johanna Basford e foi o primeiro desenho que eu colori dos livros.

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Conforme vocês podem ver na data que eu coloquei na página, finalizei essa pintura no dia 16/05/15.
Como eu não tenho muito tempo pra sentar e ficar colorindo por horas, geralmente eu demoro cerca de 1 semana pra concluir a pintura de uma página, as vezes até mais. Eu tento reservar 1 ou 2 horas do finalzinho do meu dia para colorir e as vezes também uso um tempinho do final de semana, mas nem sempre dá.

Muita gente me pergunta como eu colori, que material usei, como usei, etc. Eu já fiz um post anterior a este, mostrando todos os meus materiais de pintura, mas mesmo assim, vou citar nos posts de cada pintura específica o que usei para colorir a mesma.

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Nesta pintura, eu comecei pelo fundo de nuvens coloridas. Gente, tem muitos tutoriais e vídeos na web sobre como fazer este fundo… eu não fiz vídeo e nem pap justamente por ter muitos por aí, mas vou explicar como fiz: desenhei uma nuvem num outro papel qualquer (tem gente que diz que precisa ser papel durinho, mas eu usei uma folha de caderno mesmo e deu certo!) e recortei. Selecionei as cores de giz pastel seco que eu queria usar e, com o auxílio de um algodão, comecei a aplicar. Assim: Você passa o algodão no giz pastel seco e depois passa esse algodão sujo de giz no papel. Não precisa trocar de algodão ao trocar de cor, ok? É até melhor usar o sujinho pra ajudar no degradé. Você posiciona o seu molde de nuvem onde você quer e começa a pintar com o algodão sujo de giz pastel seco de cima do seu molde para fora dele. Quando você retirar o molde, verá que a pintura ficou no formato de nuvem.
Vou deixar aqui o link de um vídeo que mostra bem como fazer, ok? Nele a menina ensina a usar o giz pastel e depois como usar moldes para trabalhar com ele. ~> Clique AQUI para assistir o vídeo no youtube.

No chão verde eu fiz a mesma coisa que no efeito nuvem, mas ao invés de usar molde de nuvem usei uma folha reta para limitar até onde eu queria.

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Com o fundo pronto, vi que teria um problema: Meu desenho também estava pintado e, como eu ia colorir com lápis de cor, a cor do giz pastel poderia se misturar com a cor do lápis e influenciar no meu resultado final. Então eu usei um lápis borracha para apagar todo o fundo que ficou dentro do desenho: árvore, folhas e casinha.

Feito isso, comecei a colorir. Na árvore e na escada eu usei lápis de cor aquarelável Faber Castell (escolar) no modo seco. Já a casinha e plantinhas eu pintei com lápis de cor comum da Faber.

Vocês podem perceber que eu sempre tento trabalhar com luz e sombra, para dar profundidade à pintura. E notem que nem sempre eu uso preto para sombrear ou branco para dar a luz. Em luz e sombra eu procuro usar tons mais claros (luz) ou mais escuros (sombra) em relação à cor principal do objeto, acho que fica mais bonito e mais “real”. Em alguns casos usamos sim o preto para sombrear, mas aí seria o caso de uma sombra mais “dura” em algum ponto muito escuro desse objeto.

Com lápis de cor, eu prefiro começar pintando a sombra. Vou do tom mais escuro (sombra), passo pela cor principal do objeto e finalizo com a cor mais clara (luz). Outra dica que posso dar é fazer a pintura sempre respeitando o formato do objeto, se ele é circular, fazer a pintura circular, etc.

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Dependendo da proximidade, um objeto que está na frente irá projetar sombra no objeto de trás, como é o caso da escada que está encostada na árvore. Imaginei então um ponto de luz e, usando vários tons de marrom, tentei reproduzir a sombra que esta escada estaria projetando na minha árvore. Notem que isso dá mais volume a pintura, como se a escada estivesse realmente à frente da árvore no desenho.

Depois que eu terminei a pintura, usei verniz spray fosco (matte) da Acrilex, próprio para papel (você acha em casas de artesanato). Eu vi que tem gente usando spray de cabelo para selar, mas não aconselho. Por não ser um produto próprio para isso, as páginas podem amarelar com o tempo. Esse verniz que uso da Acrilex custa R$22,90 em média e tem 400ml, ou seja, vai durar muuuuito tempo.

E assim ficou o resultado final da minha pintura =)

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11
junho
2015

~Livros de Colorir e Materiais~

Oi gente!

Como toooodo mundo já sabe, livro de colorir para adultos virou uma febre e eu, que sou louca por pintura e artesanato em geral, também entrei nessa onda =D

Desde que eu comecei a postar no instagram as minhas pinturas dos livros, vários IGs que compartilham inspirações de pinturas passaram a repostar minhas imagens. Com isso, muita gente começou a me seguir e também a me perguntar sobre os materiais que eu uso e como os uso para pintar. Daí o motivo deste post, pois explicar tudo através dos comentários do insta é praticamente impossível.

Antes de tudo quero deixar claro que as dicas que estou colocando aqui não são profissionais, mas baseadas na minha experiência com a pintura dos livros.

Os livros que eu tenho são o Jardim Secreto e o Floresta Encantada, ambos da autora Johanna Basford, lançados aqui no Brasil pela editora Sextante:

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Vou tentar falar um pouco sobre os materiais de uso para colorir esses livros e também sobre alguns materiais extras que ajudam a conseguir alguns efeitinhos. Tentarei ser o mais clara possível, mas se ficar alguma dúvida, ficarei feliz em responder nos comentários, ok? Então vamos lá:

Giz Pastel Seco:
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Gente, eu AMO Giz Pastel Seco! Dá pra fazer fundos maravilhosos com eles.
Os meus são da linha Gold Faber da Faber Castell, é um estojo de 72 cores. Eu já tinha este estojo há algum tempo, pois usava para maquiar as bonecas que eu customizava.
No papel, gosto de usar ele para fazer os fundos, pois com o pastel seco você consegue mesclar as cores de uma forma suave e uniforme. Geralmente uso algodão para aplicar nas áreas grandes e cotonete para aplicar em áreas menores.
Quem quiser comprar um estojo igual ao meu, vi que tem a venda na loja online da Grafitti. Porém há também estojos menores ou maiores de outras marcas também na Grafitti ou na Casa do Artista =)

Algumas dicas de uso:
– O giz pastel seco costuma ser suave, por isso, se quiser que a cor fique mais intensa, aplique várias camadas;
– NÃO troque de algodão ou cotonete quando você trocar de cor para um mesmo fundo. O resíduo da cor anterior que ficou no algodão ajuda a compor o degradé;
– Borrou com o pastel seco onde você não queria? Use uma borracha branca escolar para apagá-lo, sai tudinho =);
– Fazer o fundo antes ou depois de colorir o desenho vai de cada um. Isso depende muito do efeito que você quer para o seu desenho. Mas se preferir fazer o fundo antes de pintar o desenho principal, sugiro apagar o pastel seco em toda a área do desenho antes de colorir o mesmo com lápis de cor, pois a cor do pastel pode se misturar com o lápis de cor e resultar em uma cor diferente do desejado;
– Infelizmente o giz pastel seco “solta” com o manuseio e pode acabar saindo parcialmente, ficando apagado. Por isso o certo neste caso é usar um verniz fosco próprio para papel para selar a pintura após finalizada. Mais adiante indico o verniz que eu estou usando no meu =).

Lápis de Cor Aquarelável:
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Os meus são da linha escolar da Faber Castell, 48 cores.
Esses, sem dúvida, são os lápis de cor que mais uso. PORÉM não uso eles aquarelados, uso-os secos.
Prefiro os aquareláveis porque a mina deles é mais macia, além de que consigo usar o lápis branco como esfuminho com mais eficiência do que com os lápis comuns.
Acho uma ótima aquisição para quem quer ter uma boa gama de cores para colorir sem investir muito. A pintura fica bem forte, com um resultado bem satisfatório. Não acho necessário investir em lápis de cor de linha profissional APENAS para pintar os livros.
Foi bem difícil conseguir essa caixinha de 48 cores… aqui no RS não achei em parte alguma. Acabou que uma amiga de Brasília comprou por lá e me mandou via correio {Valeu, Lou!}. E, infelizmente não tem nenhuma loja online que eu possa indicar onde comprá-los, já que em todas que eu procurei, estão esgotados =(. Porém, vale entrar nas papelarias online e se cadastrar para ser avisado quando os mesmos retornarem ao estoque.

Algumas dicas de uso não aquarelado:
– Sempre usar uma prancheta ou mdf embaixo da página que estiver pintando. Isso evita que você marque as outras folhas, além de conseguir um colorido mais forte e uniforme sem muito esforço;
– Quando pintar em degradé, comece pela cor mais escura e termine com a mais clara;
– O lápis branco funciona como esfuminho, ajuda bastante a mesclar as cores, porém ele deixa a cor um pouco mais “desmaiada”;
– Se a sua intenção é não usar o branco pois quer ter uma cor bem vibrante, sugiro usar como esfuminho a cor mais clara do seu degradé. Finalize passando esta cor por toda a área, mesclando assim as demais cores =).
– Mantenha seus lápis sempre bem apontados para ter maior precisão de pintura;
– Não coloque muita força na pintura. A mina dos lápis aquareláveis são mais macios e o uso deles com muita força podem fazê-los esfarelar ou pigmentar demais algumas áreas do seu desenho.

Lápis de Cor comum:
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Também da linha escolar da Faber Castell, 48 cores.
É possível SIM fazer degradé com esse lápis de cor comum e ter um resultado bacana. A casinha na árvore, que pintei do livro Jardim secreto, foi feita com eles. Numa outra postagem vou mostrar essa pintura separadamente, ok? Quem não viu, pode dar uma espiada lá no meu instagram pra conferir.
A diferença é que você precisa usar um pouco mais de força pra cor ficar bem viva, Além de que a mescla entre as cores não ocorre de forma tão suave quanto com os aquareláveis, o que exige um pouco mais de paciência na pintura e talvez o uso de mais cores para fazer um mesmo degradé.
Essa caixa de lápis de cor eu comprei em uma papelaria aqui da minha cidade (Esteio/RS). E também tem em várias papelarias online para vender.
Uma coisa curiosa é que esta caixa de lápis de cor tem 6 cores diferentes das cores da caixa de lápis de cor aquarelável, apesar de ambas serem da Faber Castell. Duas dessas cores são os metalizados prata e dourado.

Algumas dicas de uso:
– Sempre usar uma prancheta ou mdf embaixo da página que estiver pintando. Isso evita que você marque as outras folhas, além de conseguir um colorido mais forte e uniforme;
– Quando pintar em degradé, comece pela cor mais escura e termine com a mais clara;
– Ao final do seu degradé, passe a cor mais clara do mesmo em cima de todas as outras, afim de ajudar na mescla e transição de uma cor para outra;
– Mantenha seus lápis sempre bem apontados para ter maior precisão de pintura.

Lápis de cor metalizado:
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Os meus são da marca Tris, eles se chamam “Art Metal” e nesse kit vem 12 cores.
Ok, eu confesso, antes de tudo, procurei um kit desses da Faber… mas não achei. Então comprei esses e ó, achei bem bacana.
Pra falar a verdade, esses lápis de cor metálicos escolares não são bem metálicos mesmo… neste caso, um profissional faz diferença SIM. Como os lápis profissionais podem ser achados avulsos, estou pensando em comprar o prata e o dourado apenas.
Mas voltando aos lápis da Tris, achei as cores bem legais e usáveis. O efeito metálico não é bem beeeem metálico, mas passa. Ele é similar aos metálicos escolares da Faber, mas vou dizer que o dourado prefiro o da Tris, pois ele é mais clarinho.
Ainda não usei muito eles, só usei o prata e o dourado na verdade. Mas a mina é bem macia e você consegue colorir sem muita força.
Os meus comprei também em uma papelaria aqui da minha cidade, Esteio/RS.

Materiais extras:
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Alguns materiais que costumo usar durante ou após a pintura (acompanhem pelos números indicados na foto acima):

1) Placa de MDF 3mm – uso para colocar embaixo da página enquanto estou colorindo. Eu comprei uma placa de MDF 3mm e cortei no tamanho que eu queria, mas se você não tem uma pode usar uma prancheta (que muita gente está usando) ou outra superfície firme o suficiente para ser usada para este fim.

2) Verniz Acrílico Fosco Matte Acrilex – Este é o verniz que eu utilizo para selar as pinturas onde uso giz pastel seco, após finalizadas. Você encontra ele em casas que vendem materiais para artesanato. Este verniz serve para várias superfícies, comecei usando ele nas peças de madeira que faço. Ele tem proteção UV e também é fungicida. Antes de aplicar no livro, sugiro encapar todas as demais partes do mesmo para que fiquem isoladas e que apenas a página pintada receba o verniz. Outra coisa importante é aplicar o verniz em local seco e arejado, sacudir a lata antes da aplicação e aplicar a uns 20~30cm de distância do livro. NESTE vídeo a Carol Pafiadache explica bem como fazer a utilização do verniz (aliás, adoro os vídeos dela e da mãe dela, a Gina). Demora cerca de 20min. para secar e fica um acabamento fosco acetinado, bem bacana.

3) Tinta acrílica – Coloquei só a cor branca na foto, mas tem uma infinidade de cores. A minha é da Decorfix, mas existem várias outras marcas. Eu uso para fazer pequenos detalhes, como os pinguinhos para representar as estrelas num céu a noite, usei também para fazer as bolinhas dos cogumelos em outro desenho.

4) Cotonete e bolinhas de algodão – Uso para aplicar o giz pastel seco.

5) Apontador – sei que parece óbvio, mas é essencial você ter um bom apontador. Eu prefiro estes bem simples mesmo, pelo fato de que consigo enxergar a ponta do lápis quando estou apontando. Naqueles apontadores que tem o “lixinho” e tapam a ponta do lápis eu não gosto muito, acabo sempre quebrando a ponta… então prefiro um em que eu consiga ver a pontinha pra poder controlar o quanto apontar e assim evitar o desperdício.

6) Canetas Pretas – Para fundo preto. Uso estas duas e não mancham a parte de trás da folha. São elas: Uni Posca PC-1MR (ponta 0.7mm) e Tombow N15 (ponta dupla, uma fina e outra pincel). Minha preferida é a Uni Posca. Você encontra ambas na loja online da Casa do Artista.

7) Borracha branca – sempre útil pra apagar borrões do giz pastel seco =).

8) Kit de boleadores de metal – Gente, eu tenho isso por causa das minhas aulas de pintura em madeira e comprei o meu direto com a minha professora há uns 2 ou 3 anos atrás. Eles servem para fazer bolinhas de 6 tamanhos diferentes. Você deve achar isso em casas que vendem materiais para artesanato e pintura. Já vi boleadores plásticos também. Mas se você não quer investir nisso, uma dica é usar cabo de pincel, de alfinete, ponta de agulha de tricot, enfim… qualquer objeto que te ajude a pingar a tinta!

Livros de Colorir e Materiais 07

Meu primeiro colorido foi a página do nome do Jardim Secreto. Usei lápis de cor aquarelável (no modo seco) e escolhi fazer todas as flores em tons de azul.

E abaixo, minha segunda pintura: a página do nome do Floresta Encantada. Também usei lápis de cor aquarelável no modo seco e aqui usei mais cores, apesar do verde ter predominado.

Livros de Colorir e Materiais 08

Nessas duas primeiras pinturas não fiz coloração de fundo, apenas dos desenhos.

Então acho que é isso! Mesmo tentando resumir, o post ficou enorme! haha.
Farei posts com as pinturas que eu for finalizando, para falar delas separadamente, ok?
Qualquer dúvida, deixem nos comentários =)

03
junho
2015